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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Epidemia: O Brasil registrou 10% dos homicídios do mundo!


Pasmém, somos um país que não está em guerra civil interna, mas o Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado recentemente (10 de abril) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, revelou que somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram em média 437 mil. 

Oito em cada dez vítimas são homens jovens. São eles também os responsáveis por 95% dos crimes. As mulheres são vítimas principalmente da violência doméstica.

Isto mostra que a nossa juventude é grande vítima do que já pode ser considerado uma epidemia de violência em nosso país. O relatório aponta também que o abuso de álcool e outras drogas, junto com a disponibilidade de armas são fatores influentes em ações violentas.

O Brasil também tem ainda 11 das cidades mais perigosas do mundo, as 3 primeiras são Maceió, Fortaleza e João Pessoa. O relatório da ONU também aponta que a violência nas Américas está muito ligado ao tráfico de drogas. Gangues de traficantes foram responsáveis por 30% dos assassinatos no continente, contra menos de 1% na Ásia, Europa e Oceania. Talvez por ter os países produtores de cocaína e maconha, como a Colômbia, Bolívia e outros, que são controlados por cartéis violentíssimos, nossa região do planeta seja tão vulnerável a grupos do crime organizado.

O melhor controle de nossas fronteiras pela Polícia Federal e Forças Armadas coibiria a entrada de armas e drogas no país, mas sabemos as dificuldades enfrentadas, mesmo por que nosso país tem dimensões continentais.

Nós também temos a situação de nossas polícias, muitas desaparelhadas e com constante insatisfação profissional dos agentes de segurança. Isso gera também outro índice preocupante: quase 80% dos inquéritos no Brasil sobre crimes de assassinatos são arquivados. A impunidade é um fator de incentivo a criminalidade.

Investir em inteligência, no plano de carreira do profissional e estrutura material e física são boas saídas para melhorar nossas polícias.

O problema da violência também pode ser um problema cultural, a busca também de uma “Cultura da Paz”, com ações de conscientização se fazem necessárias na sociedade nos dias de hoje.

Ações sociais e educativas ligadas a um plano inter setorial de combate a violência, que reuna as esferas federais, nacionais e municipais com politicas públicas integradas, geram ações mais efetivas de médio e longo prazo na busca por redução de índices negativos de segurança pública.

O combate a essa epidemia a qual passa nosso país é um problema de todos.

segunda-feira, 31 de março de 2014

O Vale Cultura e seus desafios!

   Tivemos um grande avanço com a criação do Vale Cultura ano passado, que garantiu o acesso ao trabalhador que ganha até 5 salários mínimos aos meios de produção cultural de qualquer natureza, podendo ele usar seus créditos de R$ 50 mensais em teatros, cinemas, museus, espetáculos, shows, circos ou mesmo comprar ou alugar CDs, DVDs, livros, revistas e jornais.
   Isso garante ao trabalhador de carteira assinada e sua família uma forma de consumir cultura, mas por outro lado, a cultura brasileira ainda carece de muitos fatores de exclusão cultural!
   Milhares de cidades no Brasil não possuem ao menos um cinema, o que dizer  então de teatros; milhares de cidades não contam com uma livraria e poucas com bibliotecas públicas; mesmo nos grandes centros, os livros são caros e o preço de ingressos para apresentações de peças teatrais de qualidade são caros também; exposições badaladas de grandes artistas não chegam às pequenas cidades, derivado de falta de museus ou galerias e quando há, não existe estrutura suficiente para grandes obras. Quando essas obras são expostas nos grandes centros urbanos os ingressos quando cobrados, não são á preços populares; os livros são outro problema, fora os sebos, em livrarias comerciais geralmente os livros que estão entre os 10 mais vendidos segundo o ranking das revistas especializadas, chegam quase a R$ 50.
   Um dilema fica no ar: onde o Vale Cultura será gasto efetivamente?
   Será que em produções de gosto duvidoso, em atividades mal estruturadas? Deixando o apartheid do acesso a “alta” cultura se perpetuar?

   Cabe aos gestores públicos incentivarem a produção cultural com equipamentos e valorizando nossos artistas, criando políticas públicas de fomento a cultura continuadas e que não mudem a cada governo que passa. E quanto ao poder Legislativo deve-se buscar criar projetos de leis que possam incentivar a cultura em seus vários aspectos.
Viva a cultura brasileira!