terça-feira, 1 de junho de 2010

Vereador Dário Saadi e a ameaça das drogas

Projeto que prevê campanha de combate ao crack passa em 1ª votação
Consumo da droga vem crescendo no País


A Câmara de Vereadores aprovou na noite desta segunda-feira (31/05), em primeira discussão, o projeto de lei de autoria do vereador Dário Saadi (DEM) que pretende instituir em Campinas o Programa Especial de Combate ao Uso do Crack. O objetivo é informar a população sobre os efeitos do uso da droga, que vem aumentando em Campinas, além de promover ações preventivas.

"É de conhecimento de todos que a dependência do crack é a mais complexa e por isso um dos grandes desafios da sociedade. Por isso, estamos propondo que seja implantado na rede municipal de educação e saúde um programa contínuo de prevenção”, disse o vereador.

Pelo projeto, a Prefeitura ficaria responsável pela implantação do programa que pode ser realizado por meio de convênios ou parcerias com entidades pública e não governamentais para desenvolver atividades nas Escolas Municipais e postos de saúde.

O consumo de crack, droga antes associada apenas à pobreza e que agora alcançou a classe média, é considerada a mais agressiva, tem maior facilidade em causar dependência, além de ser mais barata, o preço varia de R$ 5,00 a R$ 10,00.

De acordo com dados apresentados à Câmara dos Deputados no início de maio, quando foi lançado o programa nacional de combate ao uso da droga, o número de usuários hoje no Brasil está em torno de 1,2 milhão. A idade média para início do uso da droga é 13 anos, segundo estimativa feita com base em dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

O programa de combate que deve atuar em três frentes: combate, prevenção e tratamento. O projeto de autoria do vereador Dário Saadi deve retornar a pauta para uma segunda votação nas próximas semanas.

Texto: Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Campinas
Fotos: A.C.Oliveira/CMC

sábado, 29 de maio de 2010

IQS - INDICE DE QUALIDADE DE SAUDE


Com este acordo, esperamos ver os resultados práticos da lei de nossa autoria, que medirá, agora não somente no municipio de Campinas, mas em toda a região metropolitana, os indicadores (índices) de qualidade dos serviços de saúde pública colocados a serviço da população.
A Sub-Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Campinas encaminhará a proposta do acordo com o Sindicato dos Médicos e Região (Sindimed) para aprovação final e temos certeza que esta iniciativa que se transformou em Lei Municipal, trará benefícios para a população mais carente que demanda aos serviços públicos de saúde.
Ao demonstrar através de constatações técnicas a real situação da saúde pública em nossa cidade e região estimulará cuidados e investimentos nesta área tão carente e ao mesmo tempo tão importante para a população que não tem condições financeiras para arcar com os custos dos planos de saúde.
Dário Saadi

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PARABÉNS VALINHOS

PARABÉNS VALINHOS
PELOS 114 ANOS DE EXISTÊNCIA
         E, pelo primeiro lugar no ranking das cidades da Região Metropolitana de Campinas, com o melhor ÍNDICE DE DESEMPENHO AMBIENTAL.
         Esta notícia, divulgada com destaque pela mídia de hoje, dia do aniversário de Valinhos, vem confirmar a importância que o tema MEIO AMBIENTE assume em nossa região.
         Quando encaminhamos, então Presidente do PARLAMENTO METROPOLITANO, junto à Câmara Municipal de Campinas, Projeto de Lei, criando o IDA - ÍNDICE DE DESEMPENHO AMBIENTAL, atendendo apelo de ambientalistas de Campinas e Região, tinhamos certeza que, ao se transformar em LEI e chegar ao conhecimento dos gestores municipais e da população em geral, os resultados das medições propostas, a repercussão seria intensa e positiva.
          Os resultados das medições de 2.007 e agora de 2.010, estimulam a todos.
           Os municípios melhor avaliados a continuarem com suas políticas de desenvolvimento com responsabilidade sócio ambiental e o demais a intensificarem a implementação de seus programas e projetos ambientalistas.
           Os cumprimentos, são portanto, hoje para Valinhos, mas extensivos a todos os municípios da Região Metropolitana de Campinas, que se empenham em transformar esta Região em polo de desenvolvimento econômico com sustentabilidade.
         
           Dário Saadi - Vereador
          Campinas, 28 de maio de 2.010
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terça-feira, 25 de maio de 2010

O DESPERDICIO E A FOME

Publicada em 23/5/2010







Opinião

(matéria publicada no Correio Popular de 23/05/2010 - coluna OPINIÃO)

DARIO SAADI
 
        Em 2005, fui procurado por integrantes do Comsea – Conselho Municipal de Segurança Alimentar, presidido na época pela atual presidente da Acic, Adriana Flosi, propondo a discussão de um projeto de lei que possibilitasse a doação de alimentos já preparados, acabando com a responsabilização judicial de eventual intoxicação alimentar, dos estabelecimentos como restaurantes, hotéis, cozinhas industriais, buffet e outros que doassem alimentos prontos para o consumo.

          Depois de muita discussão e consultas a especialistas, o projeto foi aprovado pela Câmara e sancionado pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos em 11/10/2005. A lei e o decreto regulamentador de 24/3/2006 definiram os critérios necessários para que os estabelecimentos sejam autorizados a doar, e os pré-requisitos que as entidades que se propõem a receber a doação devem ter para acondicionar e distribuir o alimento. Além disso, ficou estabelecido que o poder público definirá quais os tipos de alimentos que podem ser doados, as condições de transporte e o treinamento para os funcionários das entidades.

          A partir daí, fui várias vezes até a Ceasa, órgão municipal responsável pela execução, para discutir a implantação do programa e, em todas as oportunidades, inúmeros obstáculos técnicos foram alegados. Sempre argumentei que a iniciativa tem apoio da sociedade civil e também da mídia, verificado nas diversas vezes que as emissoras de TV e o Grupo RAC fizeram matérias a esse respeito, destacando a aplicação desta lei como importante instrumento de combate à fome no município.

          Temos orgulho de viver na cidade que tem o maior polo de alta tecnologia do País, de ter um PIB estimado de R$ 20 bilhões, cerca de 1% do PIB nacional. Somos a 2ª cidade do Estado e a 9ª do Brasil em consumo (IPC Target – 2010) e temos uma renda per capta anual de R$ 20 mil, o dobro da nacional. Nossa cidade é a 4ª praça bancária, o 3º maior parque industrial do País e considerada a 11ª cidade mais rica do Brasil. Esses e muitos outros indicadores econômicos demonstram a nossa riqueza; entretanto, o fato de 75 mil campineiros, segundo dados oficiais, recorrerem todos os dias à rede de assistência social da cidade para se alimentar, nos mostra a outra face da metrópole.

         O mesmo povo que a cada dia constrói a história de uma metrópole cada vez mais rica e poderosa é também exemplo de solidariedade e responsabilidade social. Nossas ONGs e entidades comprovam nossa capacidade de colocar na prática os valores humanitários de ajuda ao próximo, por isso, tenho certeza que a implantação dessa lei terá ampla participação de nossa sociedade.

         A cada dia, toneladas de alimentos vão para o lixo! Possibilitar a doação de alimentos preparados dentro de critérios técnicos é unir a Campinas rica que desperdiça alimentos por falta de oportunidade de doar, com a Campinas dos 75 mil que recorrem a entidades em busca de alimentos.

          Da regulamentação da lei até hoje já se passaram 4 anos. Neste período, muitas entidades poderiam ter ampliado suas ações de combate à fome. Mas é sempre tempo. Espero que os técnicos responsáveis pela implantação do programa se sensibilizem e permitam que Campinas possa transformar o desperdício em alimento para combater a fome daqueles que mais necessitam.

Dario Saadi é médico-urologista e vereador pelo DEM – Campinas.

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